
para: 490 aC
Nunca tinha voltado para o calendário antes de Cristo. Arrisquei procurando um momento de sossego, acreditando que antigamente o planeta Terra fosse menos agitado.
Chegamos na Grécia sob um calor insuportável e imediatamente procuramos uma sombra para o descanso e lanche.
- Voce está bem ?
- Estou.
Ouvir a voz, mesmo que baixa, da minha companheira de viagem foi um presente.
Enquanto comíamos despreocupados, escutamos vozes de um grupo de pessoas, adultos e jovens, que pareciam discutir algumas idéias interessante. Falavam que todas as coisas eram foramdas por quatro elementos (terra, água, ar e fogo) e que o elo entre esses elementos era o número. Pareciam matemáticos e sábios.
Ao centro do grupo, um senhor de estatura mediana, quase calvo, observava todos com um semblante tranquilo e rabiscava com uma longa vareta no chão o desenho de um pentagrama.
- Se eu utilizar a ração áurea dessa figura e projetar sobre as cordas esticadas feitas de crinas dos cavalos, conseguirei uma escala de 7 notas e posso construir o instrumento musical que quiser.
Um menino que o olhava com admiração passou a desenhar um triangulo ao lado do pentagrama do mestre e questionou qual era a relação dos lados daquela forma geométrica, quando um dos angulos era um angulo reto.
O mestre rabiscou a equação entre as duas figuras no chão e todos contemplaram aquele momento de sabedoria. O teorema de Pitágoras foi de suma importância para a definição da matemática como ciência da humanidade.
O mesmo menino nos observou e antes que fugissemos apavorados, trouxe-nos um pote de água. Sob o calor do Mediterrâneo, aquele grupo foi uma das melhores passagens que tivemos em nossa escala de aventuras.
- Para onde vamos ? ela me perguntou.
Fiquei quieto por alguns instantes, encostei meu corpo ao dela e permanecemos ali mais alguns dias.
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